Pneumologia

    DPOC: quando a inflamação persistente exige um tratamento mais direcionado

    A Doença Pulmonar Obstrutiva Crônica, ou DPOC, é uma condição respiratória progressiva que costuma cursar com falta de ar, tosse crônica, catarro e limitação aos esforços. Em pacientes com exacerbações frequentes, mesmo em uso do tratamento inalatório adequado, pode ser necessário reavaliar o perfil inflamatório da doença e discutir terapias mais modernas.

    O que é a DPOC?

    A DPOC é uma doença respiratória crônica que geralmente está associada ao tabagismo prévio ou a outras exposições nocivas ao pulmão. Ela pode comprometer a respiração de forma progressiva e aumentar o risco de crises, infecções e internações. O diagnóstico costuma envolver avaliação clínica e confirmação por espirometria.

    Quais sintomas merecem atenção?

    Falta de ar aos esforços, tosse persistente, produção de secreção, piora progressiva da capacidade respiratória, crises ou exacerbações repetidas e necessidade frequente de atendimento de urgência são sinais que merecem avaliação cuidadosa.

    Quando pensar em imunobiológico na DPOC?

    Nem todo paciente com DPOC tem indicação desse tipo de tratamento. Atualmente, a terapia imunobiológica é considerada em casos selecionados, especialmente quando a doença permanece não controlada apesar do tratamento padrão inalatório e há sinais de inflamação do tipo 2, como eosinófilos elevados, além de perfil exacerbador. Se você convive com DPOC grave, crises frequentes e limitação importante apesar do tratamento habitual, converse com seu médico sobre a possibilidade de uma avaliação mais aprofundada. Em casos específicos, terapias direcionadas podem fazer parte da estratégia de controle da doença.

    Medicamento Biológico Utilizado

    Todos administrados no Centro de DoR, em ambiente clínico supervisionado

    Dupilumabe (Dupixent®) – anti-IL-4Rα, aplicação subcutânea quinzenal

    Por que o Centro de DoR?

    Estrutura completa para diagnóstico e tratamento

    Estrutura adequada para terapia assistida com monitorização durante a aplicação.
    Acompanhamento próximo e avaliação individualizada de cada paciente.
    Apoio ao paciente e à família durante todo o processo terapêutico.
    Integração com a equipe médica assistente para tratamento coordenado.
    No Brasil, o dupilumabe foi aprovado pela Anvisa para DPOC não controlada associada à inflamação do tipo 2, com cobertura obrigatória na saúde suplementar a partir de março de 2026.

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